Da Paixão ao Vício ou ao Amor


Um artigo para jovens, que já faz um tempo que namoram e para os que estão começando e querem saber como vai se desenvolver. Na verdade, poderíamos ter intitulado o artigo como “O nosso, quanto tempo vai durar?”

Dizem que o apaixonado acredita que tudo pode, que só quer estar onde e com a pessoa que ama , e para impressionar fará tudo o que puder, e dizer tudo. E nada lhe faz falta, se esta com ele ou ela.

Esta descrição poderia servir tanto para o apaixonado como para o viciado. Será que eles têm algo em comum? Tenho certeza de que você pode pensar em muitas diferenças, pois eles não querem, e nem buscam a mesma coisa. Mas se há uma coisa que eles têm em comum é o estado de euforia mais ou menos transitório que vivem. Acontece que essa semelhança não é mera coincidência. Isso é o que eu gostaria de dizer a você. Não é uma coisa nem boa, nem má, é simplesmente algo que acontece conosco e pode servir para que se conheça e se entenda o que acontece e porque acontece. Isso é fundamental, pois assim você poderá ver para onde quer ir. Um bom marinheiro conhece todos os ventos e assim sabe tirar vantagem de todos e até mesmo habilmente, navegar contra o vento.

O que eles têm em comum? Dopamina. Não sei o que você sabe sobre essa palavra , vou lhe dizer algo. Nosso cérebro é o local onde está jogando muito do que somos. Este é construído tanto pela herança biológica que recebemos, como pelo meio ambiente, como pelas decisões que tomamos. Ali se joga, por exemplo, algo que é muito importante para nós, os sentimentos. Acontece que as regras do jogo que se estabelecem em nosso cérebro são afetadas pela sensação de produtos que são chamados de neurotransmissores e um deles é a dopamina. Precisamos saber que um neurotransmissor provoca determinadas reações. Isto é, se o receptor é atingido ele irá produzir uma série de sinais. E esses sinais experimentamos em nosso corpo. Caminham literalmente por todo o corpo.


A dopamina atinge uma área do cérebro que nos dá prazer. Há muito a dizer sobre tudo isso, mas nesse momento quero considerar apenas uma coisa ,
o seu efeito transitório.


Muitas drogas usam processos similares para causar em nosso corpo sensações que conhecemos. O que tem em comum a paixão e os vícios, é que este compartilham esse processo.O que acontece? É que o efeito é passageiro. Assim, para sentir todas ás vezes, as mesmas sensações, precisa de mais e mais, porque o efeito decai.

Deixando de lado um monte de coisas que poderia dizer, chegamos ao que queria dizer e que por outro lado, talvez você já saiba: “A paixão não é para sempre.” A novidade estaria em falar, que isso ocorre, não porque você tenha feito errado, nem muito menos por isso dizer“ que o amor acabou.” Não é verdade, o amor não acaba.

Mas, o que acabou foi a paixão inicial, não acabou porque está defeituoso, mas porque é sua forma natural. E agora vem a pergunta importante:

Você, o que quer fazer? Quer seguir em um esquema de paixão, pedindo novas sensações até espremer o outro ao ponto que não possa mais te dar prazer? Quer jogar a toalha, e desistir? Ficar passando de pessoa em pessoa , como de flor em flor? Ou você se atreve a dar o salto para o Amor? ”

Pense sobre isso.

José Víctor Orón sch.p.

Educador Teen STAR

josevictor@teenstar.cl